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Como escolher uma consultoria comercial: 10 perguntas para fazer antes de contratar

Contratar uma consultoria comercial é uma decisão cara de desfazer. A proposta de uma consultoria chega com diagnóstico, treinamento e CRM, a do concorrente chega com a mesma lista, e o preço vira o único critério de comparação. É um critério ruim, porque o que separa uma consultoria que muda o resultado de uma que entrega um relatório bonito está nas respostas a perguntas que quase ninguém faz na reunião de vendas.

Um aviso de transparência: este artigo é publicado pela R1 Aceleração, que também é uma consultoria comercial. Por isso, no final, respondemos cada pergunta pelo nosso lado. O roteiro vale para qualquer fornecedor, nós incluídos. Se uma consultoria não quiser responder alguma delas, isso já é uma resposta.

As dez perguntas antes de assinar

  1. Vocês começam por um diagnóstico da minha operação? Proposta fechada antes de olhar o funil, o time e os números é pacote de prateleira. Um diagnóstico sério inclui conversa com os vendedores, leitura dos dados do CRM (ou da planilha) e observação de atendimentos reais, e termina com prioridades, não com uma lista de quarenta problemas.
  2. O que exatamente será entregue ao fim de cada etapa? "Alinhamento estratégico" não é entregável. Funil documentado, metas por perfil, playbook, CRM configurado e rotina de gestão rodando são entregáveis, porque dá para conferir se existem.
  3. Quem executa: o consultor ou a minha equipe? Há consultorias que desenham o plano e deixam a execução com você, que é justamente a parte difícil. Pergunte quantas horas por semana o consultor estará dentro da operação e o que ele faz nelas.
  4. Qual número vai mudar, e como ele será medido? Combine uma linha de base antes de começar: taxa de conversão, ciclo de venda, ticket médio, previsibilidade do mês. Desconfie de promessa de faturamento garantido, porque o resultado depende de produto, mercado e caixa, que nenhum consultor controla sozinho.
  5. Quem vai trabalhar na minha empresa? Quem faz a reunião comercial nem sempre é quem atende o projeto. Pergunte o nome, o histórico e se essa pessoa já liderou ou operou um time de vendas de verdade.
  6. Que resultados posso verificar, e foram trabalho direto ou de rede? Peça para conversar com um cliente. E pergunte se o case foi feito por quem vai atender você ou por um parceiro, porque muitas consultorias citam resultados de uma rede maior como se fossem próprios.
  7. Como é a cobrança, e o que acontece se eu quiser parar? Os modelos mais comuns são valor fixo por projeto, mensalidade e combinações dos dois. Prefira escopo dividido em fases, com revisão ao final de cada uma, e leia a cláusula de saída antes de assinar.
  8. Qual é o prazo realista? Processo, time e rotina não se consertam em quatro semanas. Projetos focados em conversão costumam levar cerca de três meses, e reestruturações completas do setor comercial podem levar até um ano. Prazo muito curto costuma esconder um escopo pequeno.
  9. O que fica quando o consultor sai? É o teste mais honesto. Se a empresa depende do consultor para o processo continuar rodando, o que foi entregue foi dependência, não estrutura. Deve ficar documentação, time treinado, rotina de gestão e um CRM que a equipe usa sozinha.
  10. Vocês conhecem o meu tipo de venda? Venda consultiva B2B de ciclo longo, varejo de alto ticket e venda recorrente pedem processos diferentes. Peça um exemplo parecido com o seu e como a abordagem mudou nele.

Sinais de alerta na proposta

  • Resultado garantido em prazo curto. Quem promete número fechado sem conhecer a operação está vendendo esperança.
  • Proposta sem diagnóstico prévio. O preço e o escopo saíram de um modelo, não da sua empresa.
  • Entregáveis descritos só como "acompanhamento" e "mentoria". Sem produto concreto, não há como cobrar nem medir.
  • A ferramenta como solução. Trocar de CRM antes de entender o processo costuma só mudar o lugar onde a bagunça fica registrada.
  • Foco em motivar o time. Motivação sem processo e sem cobrança dura até a semana seguinte.

Como a R1 responde às dez perguntas

Para aplicar o roteiro também a nós: começamos sempre por diagnóstico, e ele é sem compromisso. Entregamos funil, metas, playbook, política comercial, CRM configurado e rotinas de gestão funcionando, não relatório. O trabalho é feito dentro da operação, de forma presencial e remota, com acompanhamento semanal, e é liderado por Ródney Junior, com mais de 8 anos liderando times comerciais. A linha de base é combinada no diagnóstico.

Sobre resultados que você pode verificar: Traus Tecnologia (conversão de 14% para 42% em 3 meses) e RCE Digital (reestruturação do setor comercial em 12 meses) são trabalho direto da R1. Dev na Gringa e Vizu Imobiliária são clientes do ecossistema Sales Rocket, do qual somos parceiros, e informamos isso sempre que os citamos. Não existe valor padrão: cada proposta sai do diagnóstico, com escopo, cronograma e entregas definidos. O que fica na empresa é documentação, time treinado e rotina rodando. E atendemos empresas com faturamento acima de R$200 mil por mês e time comercial já existente; se a sua não estiver nesse perfil, dizemos isso no diagnóstico.

Perguntas rápidas

Consultoria comercial é o mesmo que treinamento de vendas?

Não. Treinamento ensina o time a vender melhor e é uma parte do trabalho. A consultoria comercial atua também em processo, tecnologia e gestão, para que o que foi aprendido seja usado todos os dias.

Preciso ter CRM antes de contratar uma consultoria comercial?

Não. Muitas empresas contratam justamente porque o CRM não existe ou ninguém o usa. O diagnóstico mostra se o problema está na ferramenta, no processo ou na rotina de gestão.

Para que tamanho de empresa uma consultoria comercial faz sentido?

Na R1, o perfil são empresas com faturamento acima de R$200 mil por mês e time comercial já formado. Abaixo disso, o retorno de um projeto completo tende a ser menor, e vale começar organizando o básico, como um funil simples e um CRM, por conta própria.

Se você ainda está decidindo se precisa de consultoria, leia os sinais de que sua empresa precisa de uma consultoria (e quando não precisa). Para entender o que muda o valor de uma proposta, veja quanto custa uma consultoria comercial. E para conhecer o método por trás do trabalho, como estruturar o comercial de uma empresa que cresce no improviso.

Se você está comparando propostas e quer um diagnóstico sem compromisso da sua operação, a R1 mostra onde estão os gargalos antes de qualquer contrato.

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